sábado, 18 de fevereiro de 2012

A escolha do pediatra


Quem vai cuidar da saúde do seu filho? Essa é uma dúvida que pode ser esclarecida antes mesmo da criança nascer. Você pode visitar alguns médicos simplesmente para bater um papo e ter uma ideia de como será o futuro. Não que seja obrigatório, mas essa atitude pode ajudar a formar um vínculo de confiança entre vocês. No entanto, você vai saber se a escolha que fez foi a mais correta somente quando as consultas começarem. Abaixo, confira 10 dicas que vão te ajudar na escolha do profissional.


1- Empatia

Tem de acontecer na primeira consulta. Significa sentir que o médico entra em sintonia com você no seu novo papel de mãe. Um sinal negativo é ele se fixar apenas em perguntas sobre o histórico de doenças na família e no exame do bebê. Um positivo é ele também querer saber da sua gravidez, do parto, sobre o ambiente em que vive o bebê, os primeiros dias com ele em casa e como anda a amamentação.

2- Tempo da consulta

A primeira costuma ser mais demorada que as demais, mas o importante é o pediatra sempre demonstrar interesse pela criança. Não só quanto ao aspecto clínico. Como regra, lembre-se de que uma consulta de qualidade leva tempo para ser feita. O bom médico situa a mãe sobre a fase do desenvolvimento em que está o bebê e antecipa futuros comportamentos.

3- Disponibilidade

Poder encontrar o médico a qualquer hora e em qualquer lugar com certeza deixa os pais mais tranqüilos, mas é preciso contar com o imprevisto – seu pediatra deve ter um profissional de confiança para substituí-lo se for necessário.


4- Rapidez no retorno

Ela reflete a atenção do médico com o paciente e é importantíssima em uma situação de emergência. Só que nem sempre é possível ter um retorno imediato. Uma boa política para você se entender com o pediatra nessa questão é deixar recados claros e objetivos para que ele avalie a urgência do caso.

5- Atrasos na consulta

Não pode ser regra nem por sua parte nem pelo médico, porque o tempo de tolerância de espera da criança é pequeno. Para evitar transtornos, o ideal é você e o pediatra avisarem um ao outro de atrasos e, se preciso, desmarcarem a consulta.

6- Sem dúvidas

Não dá para ir embora do consultório sem entender tudo direitinho. Você pode – e deve – perguntar até se sentir esclarecida. Não tenha medo de pedir explicações. Um profissional impaciente não é o melhor parceiro nesse caso. Nem aquele que se mostra ofendido se você anuncia que prefere ter uma segunda opinião em determinada situação.

7- Segurança

Alguns pais questionam se é melhor o pediatra ter filhos, por achar que seus anseios serão mais bem compreendidos. Outros têm receio do médico jovem, com pouca experiência, ou do muito idoso, pelo risco de não ser atualizado. A indicação de amigos ajuda a tirar essas dúvidas, mas o importante é você se sentir segura.

8- Consultório

Na sala de espera do médico é importante ter brinquedos. Primeiro para distrair a criança, depois porque o profissional pode usar os brinquedos para observar como ela se comporta.

9- Você acertou

Se seu filho está saudável, vai bem na escola e em casa, esse é um bom indício de que ele está com o médico certo.



10- Insegura com a escolha?

Se você ainda tem dúvidas sobre o pediatra escolhido, não se preocupe. Mudar de médico é normal e não traz nenhum prejuízo para a saúde do seu filho. Procure o quanto for preciso, converse com outros profissionais e peça mais indicação.

Consultoria: pediatra Jayme Murahovschi, presidente do departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria, e pediatra Sandra de Oliveira Campos, professora do departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo.


Por Raquel Sbrissa

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Peso na gravidez

Você já viu fotos da sua mãe quando ela estava grávida? Se você nasceu antes da década de 1990, ela, provavelmente, ganhou entre 20 e 30 quilos. Tal aumento, há alguns anos, era natural. Mas, atualmente, já se sabe que para oferecer todos os nutrientes necessários ao bebê não é preciso engordar tanto –e nem é saudável. Porém, exagerar nos esforços para não ganhar peso pode ser tão perigoso quanto engordar demais.

"A maioria das mulheres começa a gestação bem preocupada com o peso e pedindo para ganhar o mínimo possível", diz Marle Alvarenga, professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP. Para o psicólogo Alberto Olavo Advincula Reis, a maternidade não ocupa mais um lugar tão importante na sociedade. "Hoje, a gravidez aparece como algo que não deve atrapalhar a vida profissional e pessoal ou o físico da mulher. Ela olha para si, e não só para o bebê", explica ele, que é coordenador do Laboratório de Saúde Mental Coletiva do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP.

As mulheres famosas mostram bem essa realidade. Presenças constantes (e magras) na televisão, no cinema e em revistas, elas são alvos de paparazzi –que não perdoam as gordurinhas, nem logo após a gravidez. Para não perderem a boa forma, muitas celebridades apostam em ganhar pouquíssimo peso durante a gestação. E, se os quilos foram inevitáveis, somem por algumas semanas e ressurgem surpreendentemente magras, desafiando as mulheres a conseguir o mesmo feito.

Mommyrexia

Gestantes extremamente preocupadas com a magreza iniciam uma tendência, chamada na mídia internacional de "mommyrexia", ou uma espécie de "anorexia da mamãe" (mas que não se refere só a mulheres com um transtorno alimentar). O termo popular é o que já foi estudado antes na área científica com a alcunha de "pregorexia". "Chamar a mulher de ‘mamoréxica’ carrega uma visão conservadora diante das mudanças sociais, de quem aceita pouco a autonomia feminina. No nosso inconsciente, há um conflito entre o maternal e o sensual. Quando ela se preocupa com a sensualidade nessa fase, passa a ser taxada de maneira patológica", diz Alberto.

Com preconceito ou não, a "mommyrexia" revela uma preocupação que está cada vez mais presente entre as gestantes –especialmente as de classes mais abastadas, acredita Julio Bernardi, obstetra e ginecologista da Maternidade Pro Matre, do Grupo Santa Joana. Mas esse comportamento não se limita às classes A e B. "Já observamos na rede pública de saúde essa preocupação excessiva com o ganho de peso. Muitas mulheres, ao final da gestação, restringem muito o seu consumo alimentar, para não ganhar mais quilos. E é justamente no último trimestre da gestação que ocorre o maior ganho de peso do bebê", diz Macarena Urrestarazu Devincenzi, doutora em nutrição e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

E é nesse ponto que a influência das famosas pode se tornar nociva. "A exigência de magreza e as alterações da gestação facilitam o aparecimento de preocupações obsessivas e desmedidas. Mesmo que algumas mulheres tenham maior predisposição a apresentar transtornos alimentares, os exemplos dessas personalidades só trazem efeitos negativos. As mulheres comuns, com ganho de peso normal e que não perdem tudo em uma semana, sentem-se inferiores, se comparadas às celebridades, que aparecem de biquíni um mês depois, com a barriga chapada”, explica Marle.

Peso ideal

Para conseguir uma dieta saudável, a grávida não deve ficar tão atenta às calorias, mas, sim, aos nutrientes, cuja necessidade é maior durante a gestação. Segundo Macarena Devincenzi, o aumento de peso depende da condição inicial da gestante. "Uma mulher que começa a gestação com estado nutricional adequado (IMC entre 18,5 e 25) deve ganhar entre 11 e 16 kg, no total. Para mulheres obesas, o ganho total é de 7 kg; para as com baixo peso pré-gestacional, de 12 a 18 kg”, explica a doutora em nutrição. Para manter a saúde de mãe e filho na linha, a grávida deve fazer o pré-natal. O ideal é que o acompanhamento interdisciplinar (com obstetras, ginecologistas, nutricionistas e psicólogos) consiga identificar e aconselhar as mães que estejam preocupadas demais com os quilinhos extras.

É normal ganhar peso

Para não cair na obsessão pela magreza, a mulher precisa ter consciência do inevitável: "A gestação é um período em que, necessariamente, há ganho de peso, relacionado aos ajustes que ocorrem em seu organismo”, esclarece Macarena. Sem contar os quilos do bebê, que aumentam ainda mais o susto na balança.

A mãe precisa ter em mente que sua saúde e a de seu filho devem ser preservadas. Com uma dieta de poucas calorias, o bebê pode não ter o desenvolvimento adequado e há mais risco de mortalidade ao nascer. Em caso de desnutrição extrema, pode haver morte uterina, aborto e má formação fetal. Já a mãe pode facilmente ficar anêmica e ter outras deficiências nutricionais, pois o bebê absorve toda a energia possível dela. Isso pode levar a complicações no parto.

Os danos da baixa nutrição ainda parecem difíceis de mensurar? "A obsessão pela magreza durante a gravidez deixa a mulher como nos casos de quem não tem acesso à comida. Essa realidade está quase no mesmo extremo de quem abusa de álcool ou drogas", diz Julio.

http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/11/10/gravidas-preocupadas-com-o-peso-devem-ter-cuidado-para-magreza-nao-virar-obsessao.htm
 
Postado por Gal + Paulo = Eduarda em G1F

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Aliviando a cólica do bebê

Cuidados simples podem amenizar o problema

20 passos para aliviar a cólica do bebê

A massagem pode aliviar a intensidade da cólica. A melhor forma é sobre o trocador e fazendo toques calorosos e seguros.

A massagem ajuda o bebê a dormir e mamar melhor, além de trabalhar o vínculo familiar.

Quem estabele a sequência e o número de movimentos são os pais.
Massagem no rosto

Coloque uma gotinha de óleo na palma da mão e molhe os dedos polegares.


1° passo: comece pelo rosto. O movimento é da testa para as têmporas. Com as digitais dos dedos faça movimentos circulares.

2° passo: faça movimentos da testa para as bochechas.

3° passo: coloque os dedos nas laterais do nariz, suba e desça os polegares. Após, faça movimentos circulares ao redor dos seios da face.

4° passo: deslize os dedos sobre a sobrancelha, a região do bigodinho e do lábio inferior.

5° passo: tape o rosto com suas mãos e abra escorregando as mãos por trás da cabeça, das orelhas e do pescoço. Finalize com toques circulares no queixo.
Massagem no tórax e nos braços

Pingue duas gotas de óleo nas mãos e as esfregue

6° passo: deslize as mãos do tórax , passe pelas dobras do pescoço, ombros e diafragma.

7° passo: faça um xis com as duas mãos. Vai de um ombro para uma costela.

8° passo: deslize as mãos do tórax , passe pelas dobras do pescoço, ombros ate´ o final dos braços.

9° passo: passe uma das mãos pelo lado de dentro do braço do bebê e depois pelo lado de fora do bracinho.

10° passo: com a mão direita faz a torção no braço até o dorso da mão.

11° passo: use o polegar para fazer movimentos circulares na palma da mão do bebê.

12° passo: esfregue as suas mãos no braço do neném

Quando terminar, cubra a parte de cima do bebê para que ele não sinta frio.
Massagem na barriga

Tire a calça e deixe-o de fralda.

13°passo: com a mão esquerda abaixe a fralda e segure as pernas para que o bebê não faça muitos movimentos. Com a mão direita, deslize sobre o diafragma até o ponto umbilical.

14° passo: flexione as pernas do bebê até o abdômen e retorne.
Massagem nas pernas

15° passo: escorregue a mão pela parte interna da perninha, da virilha para o tornozelo. A mão externa passa pela coxa até o tornozelo.

16° passo: com a mão direita faz a torção por toda a perna.

17° passo: faça movimentos circulares na planta do pé e nos dedos.

18° passo: esfregue as suas mãos na perna do neném
Massagem nas costas

Vire o bebê de bruços.

19° passo: pingue duas gotas de óleo e faça movimentos com as mãos de vai e vém. Do início das costas até o bumbum.

20° passo: deslize as mãos pelo corpo do bebê até o final da perninha. Termine a massagem com um leve chacoalhão nas costas.



Postado por Rose*Lisa*Sarah Domingues - em G1F - orkut 10/10/2011

O que acontece no primeiro mês de vida do seu bebê


Por dentro do que acontece no primeiro mês de vida do seu bebê

Entender cada etapa é fundamental para não se preocupar sem necessidade

Quando o bebê nasce, seu peso inicial inclui o excesso de fluido corporal que ele perderá durante os primeiros dias de vida. Essa perda corresponde, em geral, a cerca de um décimo do seu peso durante os primeiros cinco dias de vida e será recuperada entre o quinto e o décimo dia a partir de seu nascimento. Depois dessa etapa, a maioria dos bebês cresce rapidamente.


Os bebês que nascem de parto normal às vezes ficam com a cabeça um pouco menos arredondada, mas essa aparência logo volta ao normal. Eles também podem apresentar manchas no couro cabeludo ou inchaço nas pálpebras, decorrentes do parto, mas isso tudo tende a desaparecer após as primeiras duas semanas de vida.

Outra ocorrência muito comum é a acne. Os pequenos pontos costumam aparecer na face entre a quarta e a quinta semana de vida. Eles surgem devido à estimulação das glândulas sebáceas da pele pelos hormônios que passaram pela placenta durante a gravidez.

A pele do recém-nascido também pode parecer manchada em alguns momentos, com coloração variando de rosada até meio azulada. As mãos e pés, particularmente, podem ficar frios e mais azulados do que as demais partes do corpo. Por isso, é importante vesti-lo apropriadamente: quentinho quando está frio e com roupas mais leves no calor.
 
Reflexos

A maior parte das atividades que o bebê fará nas primeiras semanas de vida são puramente reflexos. Por exemplo, quando você põe o seu dedo na boca do bebê, ele não "pensa" no que fazer, mas começa a chupá-lo por puro reflexo. O bebê já nasce com estas "respostas automáticas". Algumas delas o acompanham por alguns meses, outras somem em algumas semanas. Embora você possa pensar que o seu bebê é completamente indefeso, ele, na realidade, tem vários reflexos de defesa própria
 
Estados de consciência

Existem seis estados de consciência por meio dos quais o bebê passa várias vezes ao longo do dia. Dois deles são durante o sono. Os demais acontecem enquanto está acordado.

O estado um é o sono profundo, quando o bebê descansa quieto e sem se mover. Se você agitar um chocalho em seu ouvido ele talvez se mexa um pouco, mas não muito. Já durante um sono mais leve, no estado dois, o mesmo chocalho deverá ser suficiente para acordá-lo. Durante este sono mais leve você também poderá observar rápidos movimentos dos olhos sob as pálpebras fechadas. O bebê alternará estes dois estados do sono, experimentando ambos ciclicamente até um determinado momento.

Quando o bebê acorda ou começa a dormir, ele passa para o estado três, de sonolência. Os olhos começam a girar sob as pálpebras semicerradas, ele pode esticar braços e pernas para se espreguiçar e também bocejar. Quando despertar completamente, ele passa para um dos três estados restantes.

No estado quatro ele estará desperto, feliz e alerta, mas relativamente preguiçoso. No estado cinco ele estará alerta, feliz e muito ativo. Já no estado seis, ele poderá chorar e se debater.


Conforme o sistema nervoso do bebê vai se desenvolvendo, ele demonstrará certos padrões de comportamento, como chorar, dormir, comer e brincar, de tal forma que você saberá como ele costuma se comportar ao longo do dia. Ele ainda necessitará se alimentar a cada três ou quatro horas, mas, ao término do primeiro mês, ele ficará acordado por períodos mais longos durante o dia e permanecerá mais atento nestes períodos.
 
Cólicas

O seu bebê costuma ter certos períodos do dia em que fica extremamente irritado e chorão? Se sim, saiba que isso é extremamente comum, principalmente entre 18 e 24h. Geralmente, os períodos de cólicas mais intensas duram cerca de três horas por dia durante umas seis semanas e depois diminuem para cerca de uma ou duas horas por dia por três meses.

Se o choro não parar, mas, pelo contrário, se intensificar e persistir através do dia ou da noite, ele pode ser consequência de uma cólica. Cerca de um quinto dos bebês desenvolvem cólicas. Algumas vezes, em bebês alimentados com leite materno, as cólicas são sinais da sensibilidade do bebê ao tipo de alimento ingerido pela mãe.
 
Movimentos

Nas duas primeiras semanas de vida, o bebê faz movimentos "aos trancos". É normal o queixo e as mãozinhas tremerem. Ao final do primeiro mês, quando o sistema nervoso se torna mais maduro e o controle sobre os músculos aumenta, os tremores ficam menos intensos e o bebê passa a fazer movimentos com os braços e pernas como se estivesse andando de bicicleta.

Os músculos do pescoço também se desenvolvem rapidamente, fazendo com que tenha maior controle sobre os movimentos da cabeça. Contudo, ele ainda não será capaz de manter a cabeça firmemente antes dos três meses. Os movimentos dos dedos das mãos são ainda limitados e o bebê permanecerá com as mãozinhas fechadas quase o tempo todo.

Visão

A visão do bebê muda bastante durante o primeiro mês. Ele gosta de olhar objetos posicionados entre 20 e 40 centímetros de distância dos seus olhos, mas ao término do primeiro mês ele será capaz de focalizar objetos a 90 centímetros. Ao mesmo tempo, ele aprenderá a seguir objetos em movimento. Ele se sentirá muito atraído por desenhos contrastantes, como figuras em preto e branco de listras, desenhos de xadrez e simples desenhos de rostos, sem muitos detalhes.
 
Audição

Durante o primeiro mês, o bebê presta muita atenção a vozes humanas, especialmente as que falam num tom suave e em "linguagem de bebê". Ele é sensível a diferentes níveis de ruído e não gosta de lugares barulhentos. Nesta idade, além de já ouvir bem, ele pode até se lembrar de sons que ouvia ainda durante a gravidez, como músicas suaves que a mãe escutava. Procure não expor o bebê a sons muito altos. Fale delicadamente com ele e, se for escutar música perto dele, prefira as de melodia mais suave.

Chupetas

Ao contrário do que muita gente diz, chupetas não causam nenhum problema médico ou psicológico. Se o bebê sentir necessidade de sugar algo além das mamadas, a chupeta irá satisfazê-lo. Mas nunca substitua ou atrase uma mamada oferecendo a chupeta no lugar. Dê a chupeta depois ou entre as mamadas, quando você tiver certeza de que o bebê não tem fome.

Lembre-se de que a chupeta deve ser usada em benefício do bebê e não para conveniência dos pais. Deixe o bebê decidir se quer usá-la ou não. Até o bebê completar seis meses, as chupetas devem ser lavadas e esterilizadas frequentemente, para não expor a criança, que ainda tem o sistema imunológico imaturo, a riscos desnecessários de contrair infecções. Depois disso, o risco de contrair infecções através da chupeta é mínimo, então basta lavar com sabão e enxaguar com água potável.

Por fim, nunca prenda a chupeta com uma fita ou cordão ao redor do pescoço do bebê. Isso pode dificultar a respiração ou sufocá-lo.
 
Na hora de dormir

Algumas mães têm medo de colocar o bebê de barriga para cima ao dormir, pois temem que ele possa regurgitar ou vomitar durante o sono. Entretanto, não há nenhuma evidência de que colocar o bebê de barriga para cima possa fazer com que ele venha a se sufocar. Ao contrário, o bebê de barriga para cima ou de lado está nas posições mais seguras durante o sono. Ao colocar o bebê para tirar uma soneca durante o dia ou para dormir de noite, posicione-o de barriga para cima ou de lado, com o braço inferior perpendicular - e não paralelo - ao corpo, para evitar que o bebê role e acabe ficando de bruços.



Postado por Rose*Lisa*Sarah Domingues - 10/10/2011 - em G1F - orkut

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tabela de Sono dos Bebês

Notas do livro “Healthy Sleep Habits, Happy Child”, de Mark Weissbluth, MD


Recém-nascido: 1 Semana
- Bebê dorme bastante, 15-18 horas/dia
- Geralmente em intervalos de 2-4 horas
- Não há padrão de sono

2 a 4 semanas
- Sem tabela de horários, permita que o bebê durma quando precisa
- Bebê provavelmente não dormirá por periodos longos à noite
- O maior período pode ser de 3-4 horas

5 a 8 semanas
- Bebê está mais interessado em brinquedos e objetos
- O maior período de sono começa a aparecer regularmente nas primeiras horas da noite
- O período mais longo é de 4-6 horas (menos se tem cólicas)
- O bebê "fácil" tem períodos mais regulares
- Ponha-o para dormir aos primeiros sinais de cansaço
- Ponha-o pra dormir: não mais que 2 horas acordado
- Após acordar pela manhã já está pronto para soneca somente 1 hora depois
- O bebê vai se distrair mais facilmente, então precisa de um lugar quieto pra dormir
- Crie uma rotina de atividades que acontecem antes de cada soneca e da hora de dormir à noite
- Sinais de extrema fadiga: irritável, puxa o próprio cabelo, bate na própria orelha

3 a 4 meses
- A necessidade é maior de um lugar calmo e quieto para dormir, pois o bebê se distrai mais facilmente
- Não deixar o bebê acordado por mais de 2 horas (alguns agüentam somente 1 hora)
- 6 semanas de vida é quando o período de sono mais longo deve ser preferencialmente à noite (não de dia)
- O maior período de sono é somente de 4-6 horas
- Comece a colocar o bebê para dormir antes dele começar a ficar irritado ou sonolento


4 a 8 meses
- O sono do bebê se torna mais como o do adulto, com período inicial de não-REM
- A maoria acorda entre 7 da manhã, mas geralmente entre 6-8.
- Se o bebê acordar antes das 6 é bom colocar para dormir após mamar e trocar a fralda
- Não é possível mudar a hora que o bebê acorda de manhã colocando-o para dormir mais tarde
- Comidas sólidas antes de dormir tambem não resultam em acordar mais tarde
- O período acordado de manhã deve ser de cerca de 2 horas para bebê de 4 meses e 3 horas para bebês de 8 meses
- Então a soneca da manhã é por volta das 9 horas para a maioria
- Tenha um período tranqüilo e quieto, parte da rotina de dormir, com duração máxima de 30 minutos. Essa rotina deve começar 30 minutos ANTES do fim do período que o bebê fica acordado
- Um soneca só é restauradora se é de 1 hora ou mais, algumas vezes 40-45 minutos conta, mas 1 hora ou mais é o ideal
- Conte com outra soneca após 2-3 horas acordado
- Evite mini-sonecas no carro ou parque
- Não deixe o bebê tirar uma sonequinha para compensar uma soneca perdida
- Se o bebê tira a soneca quando deveria estar acordado, bagunça a rotina acordado/dormindo
- A Segunda soneca é geralmente entre meio-dia e 2 da tarde (antes das 3)
- Deve durar 1-2 horas
- Uma terceira soneca poderá ou não ocorrer, se ocorrer será entre 3-5 da tarde e geralmente bem rápida
- A terceira soneca desaparece por volta dos 9 meses de idade
- A hora de dormir ideal é entre 6-8 da noite, decida pelo quanto a criança está cansada
- Empregue uma rotina antes da cama com a mesma seqüência de eventos toda noite, assim a criança começará a predizer o que vem a seguir, ou seja, o sono
- A criança poderá acordar de 4-6 horas depois para mamar, algumas estarão com fome mas outras vão dormir direto, depende do indivíduo
- Uma Segunda mamada podera’ ocorrer por volta de 4-5 da madrugada,

9 a 12 meses
- A maioria dos bebês dessa idade realmente precisam de 2 sonecas/dia com duração total de 3 horas de sono
- Por o bebê pra dormir à noite mais cedo permitirá que ele durma até mais tarde de manhã (em alguns casos não )
- Rotina usual: acorda às 6-7 da manha, soneca da manhã 9:00, soneca da tarde 1:00 (antes das 3 pra não atrapalhar com o sono da noite), dormir à noite entre 6-8 pm
- Se o bebê que dormia à noite toda começar a acordar, tente antecipar a hora de dormir gradualmente de 20-20 minutos.

12 a 21 meses (1 ano a 1 ano e 9 meses)
- Muda de 2 sonecas para 1 soneca/dia, total duração de sono 2 horas e meia
- Se a mudança para 1 soneca é difícil, tente por na cama mais cedo, a criança poderá tirar 2 sonecas num dia e 1 no outro até estabilizar

21 a 36 meses (1 e 9 meses a 3 anos)
- Maioria das crianças ainda precisam de uma soneca
- Em média a soneca é de 2 horas mas pode ser entre 1-3 horas
- Maioria das crianças dormem entre 7-9 da noite, acordam entre 6:30-8 da manhã
- Se a soneca não aconteceu, é preciso por na cama mais cedo ainda
- Se a criança não dorme bem durante a noite, não permitir que a criança tire a soneca pode ser problemático, causar extrema fadiga
- Se a criança acorda entre 5-6 da manhã, e está bem descansada, pode-se tentar encorajar mais sono com cortinas escuras
- Ir pra cama mais cedo pode resultar em acordar mais tarde de manhã (sono traz mais sono, na maioria dos casos)

3 a 6 anos
- A maioria ainda vai dormir entre 7-9 da noite, acorda entre 6:30 e 8 da manhã
- Aos 3 anos a maioria das crianças precisam de 1 soneca todos os dias
- Aos 4 anos, cerca de 50% das crianças tiram soneca 5 dias/semana
- Aos 5 anos de idade, cerca de 25% das crianças tiram soneca 4 dias/semana
- Aos 6 anos de idade as sonecas geralmente desaparecem
- Aos 3 e 4 anos a soneca dura 1-3 horas
- Aos 5 e 6 anos a soneca dura entre 1-2 horas

7 a 12 anos
- A maioria das crianças de 12 anos vão dormir entre 7:30 e 10 da noite, na média 9 da noite. A maioria dorme 9-12 horas/noite.
- Muitas crianças de 14-16 anos agora precisam de mais sono que quando eram pré-adolescentes para manter a atividade ótima e serem alertas durante o dia.

Tradução: Andreia Mortensen

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Qual é o preco de um filho?

Uma ONG calculou recentemente o custo para se criar um filho, do seu nascimento aos 18 anos, e chegou a R$ 160.140,00 para uma família de classe média.
O valor é chocante! E esse valor não cobre a formação escolar. Mas R$ 160.140,00 não é tão ruim assim, se você parcelar.
Ele se traduz em: R$ 8.896,66 por ano, R$ 741,38 por mês, ou R$ 171,08 por semana. E meros R$ 24,24 por dia. Cerca de um real por hora.
E o que você ganha de recompensa?
Direito de dar nomes, olhares de Deus todos os dias, risadinhas debaixo das cobertas todas as noites, mais amor do que seu coração pode suportar, beijos jogados no ar e abraços carinhosos, infinitas admirações por pedras, formigas, nuvens, biscoitos, cachorros, gatos, etc...
O que você ganha gastando R$ 160.140,00 ?
Uma mão para segurar, normalmente suja de geléia ou chocolates, um parceiro para fazer bolhas de sabão, soltar pipas, alguém para fazer você rir como bobo, não importa o que seu chefe tenha dito ou como as bolsas de valores se comportaram nesse dia.
Por R$ 160.140,00 você não precisará crescer nunca. Você deve: ter os dedos sujos de tinta, modelar objetos, brincar de esconde-esconde, ouvir músicas da Xuxa, e nunca deixar de acreditar em Papai Noel.

Você terá uma desculpa para...
Continuar a ler as Aventuras do Ursinho Puff, assistir desenhos animados ao sábado pela manhã, assistir filmes da Disney, e fazer pedidos às estrelas.
Você recebe molduras de arco-íris, de corações ou flores sob imãs de geladeira, conjunto de mãos impressas em argila para o Dia das Mães, e cartões com letras viradas ao contrário no Dia dos Pais.
Por R$ 160.140,00 não há outro jeito mais fácil de ficar famoso. Você é um herói apenas por: recuperar uma pipa do telhado da garagem, retirar as rodinhas da bicicleta, remover uma farpa do pé, encher uma piscina de plástico, fazer bola de chiclete sem estourar, ir a parques de diversões e voltar exausto...
Você tem lugar na primeira fila da “história” como testemunha dos primeiros passos, das primeiras palavras, do primeiro sutiã, do primeiro namoro, e da primeira vez atrás do volante de um carro.
Você fica imortal. Você tem um novo braço na sua árvore genealógica e se tiver sorte, uma longa lista de membros no seu obituário, chamados netos e bisnetos.
Você recebe formação em psicologia, enfermagem, justiça criminal, comunicação e sexualidade humana que nenhuma faculdade pode lhe dar.
Aos olhos de uma criança, você localiza-se logo abaixo de Deus.
Por R$ 160.140,00
Você tem poder para curar um choro, espantar os monstros que estão debaixo da cama, remendar um coração partido, policiar uma festa sonolenta, cultivá-los sempre e amá-los sem limites.
E assim algum dia, eles como você, amarão sem medir os custos.
É um excelente negócio por esse preço!
Ame & curta seus filhos, netos & bisnetos !!!

É o melhor investimento que você fará na sua vida.
Por R$ 160.140,00
Você poderia comprar um carro de luxo; você poderia comprar uma linda casa; Você poderia comprar um belo iate...
Mas nada se equivale ao preço de um filho.
Por Glau e Gregório em G1F.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Parto tecnológico: um show de horrores!

Uma fêmea de mamífero, quando prestes a parir, geralmente se isola, procura um lugar tranquilo, silencioso e de pouca luz. Nesse ambiente, o parto se dá de forma natural. Mas, o que ocorre com as fêmeas da espécie humana? Lamentavelmente, o parto tecnológico, em ambiente hospitalar, barulhento, frio, bem iluminado e geralmente como resultado de um parto cesáreo (previamente agendado). Imagino como as crianças são muito mal recebidas neste mundo. De repente, todo o oposto da segurança e quietude uterinas irrompem em poucos segundos. É um choque inimaginável. Parturientes dopadas, médicos apressados, pais fotógrafos / cinegrafistas, sondas no nariz, aquecedores artificiais, gente estranha, bactérias superpoderosas e... nada da mãe, dormindo ou cheia de dor.

O primeiro vínculo do ser é o ventre materno. O estresse, a alimentação e as emoções atuam diretamente no feto. Para seu bem ou não. O segundo vínculo inicia-se no parto e vai até os três meses de vida, no qual a relação de intimidade e proximidade entre mãe e recém-nascido (RN) é fundamental pelo resto da vida. Não é à toa que os peitos ficam em uma localização tal que, quando mamando, a criança fica a a 10 ou 15 cm do rosto da mãe. Isso tem uma razão de ser: o RN reconhece apenas rostos que estão suficientemente pertos. A proximidade é fundamental, particularmente no momento da amamentação, instante de troca emocional e doação amorosa, além da nutrição completa do corpo. Há outros vínculos mais, com ambiente familiar, social, emocional e intelectual, que serão abordados posteriormente.
Não me espanta o número de mulheres que chegam às maternidades e não têm mais dilatação do colo uterino, "impedindo" o parto vaginal. É o parto tecnológico, o ambiente hospitalar (fisica e emocionalmente inadequado) e a programação mental a qual as futuras mamães são cruelmente submetidas durante o pré-natal que fazem isso. Aí, então, tome cesariana. E tome anestésico. E tome analgésico. E tome soro. E tome curativo. E tome criança separada da mãe. E tome mamadeira. E tome um show de horrores! Depois, a grande desculpa: os peitos secaram, não têm leite, estão rachados, inflamados, infectados. Não me admira que falte leite, diante dessa sequência absolutamente antinatural de gestar e dar a luz. Ou será que que as mamães têm medo que suas mamas despenquem ao oferecer seu leite ao seu rebento? Precisamos voltar à natureza, sábia demais, pois gestação e parto bem conduzidos e naturais (o máximo possível) podem ser a diferença entre um ser humano futuramente equilibrado ou inadequado pelo resto vida.

 
Postado pode Rose*Lisa*Sarah Domingues em G1F - orkut - 05/09/2011