domingo, 23 de junho de 2013

Segunda gravidez!! :)

Felicidade é pouco para quem espera por isso há mais de 4 anos... E depois de tantas lágrimas frustrações e orações aqui estamos esperando pelo próximo herdeiro... 
Depois de uma primeira gestação turbulenta com desfecho de uma cesária emergencial as 30 semanas  aqui estou esperançosa em conseguir o tão sonhado parto normal e viver todas as delícias de mãe fresca, com direito a contrações, uma doula e todos os paparicos de recém parida! E quem sabe... porque não? Pronta para embalar um menininho :). A vida já espera por esse herdeiro há muito tempo... mas ele chegou no tempo perfeito de Deus. A filhota mais velha está a beira de completar 5 aninhos, clamando diariamente por um irmãozinho, e eu, já até alucino com cheirinho de bebê pela casa.
Mas entre todo esse turbilhão de sentimentos o mais emocionante é que dessa vez sinto-me completamente preparada e mais tranquila para receber essa vidinha.
Aquela dúvida de "será que consigo amar mais um da mesma forma?" sumiu no exato instante em que descobri o positivo....
Como nossa vida ainda está assentando pouso aqui no interior de São Paulo, estou me situando em será feito o pré-natal... estou no meio do caminho entro São Paulo e Campinas, veremos como será a logística.
De qualquer forma... essa gestação me traz de volta a nosso blog, agora em tempo integral poderei atualizá-lo com maior frequência e com assuntos que mais que nunca apaixonantes... 

Enfim... vamos aos dados iniciais:

DUM:08/04/2013
Positivo: 13/06/2013
1º US: 20/06/2013 - Idade gestacional: 7 semanas e 5 dias
DPP: 01/05/2013
Virada de semana: Sábado

Logo cenas dos próximos capítulos...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Relato de parto natural e humanizado - Casa de Parto - Priscila e Nicolas


Bom, vamos lá, sou a Priscila tenho hj 28 anos, que completei dia 31/03, e meu presente? Deus mandou adiantado, foi o Nicolas que chegou dia 15/03/10.

Mas tudo começou mais ou menos assim: Conheci o Leandro no grupo de oração que participávamos, começamos a namorar dia 02/03/04, noivamos dia 30/01/05 e casamos dia 14/07/07! Depois de um ano de casados decidimos engravidar, tinha tudo planejado, queria engravidar no verão para passar o final da gestação no inverno, evitaria assim passar o calorão com o barrigão, enfim, engravidei como havíamos planejado, porém os planos de Deus eram outros... perdi o bebê dia 08/12/08, foi um aborto natural, graça a Deus não precisei fazer curetagem, a recomendação foi de 04 meses sem engravidar novamente, e aí sim colocamos TUDO nas mãos de Deus e dia 14/07/09, nosso aniversário de 02 anos de casados, fiz o exame de sangue e... POSITIVO! A Data Prevista para o Parto (DPP) seria dia 19/03/10!
Foi uma alegria tremenda, e foi qdo comecei a ver que os planos de Deus nem sempre são como os nossos, engravidei no inverno, e passaria o final da gestação no calorão... rsrsrs... ahhhh e outro detalhe a confirmação da gravidez se deu exatamente 01 ano após decidirmos tentar engravidar, tudo no tempo de Deus....
Enfim, começamos a pesquisar e decidimos optar pelo Parto Natural, logo no começo da gestação, um casal nos indicou a Casa de Parto (CP), nunca tínhamos ouvido falar, mas gostamos da idéia. Comecei a fazer o pré-natal pelo convênio e pelo meu caminho só encontrei cesaristas, mas como estava decidida do que queria, nenhum conseguiria me fazer mudar de idéia, cheguei até a ouvir em uma primeira consulta: Vcs vem com essa idéia de parto natural, depois voltam aqui pra fazer reconstrução vaginal comigo.....afff.... nesse nunca mais voltei, mas a Ginecologista Obstetra (GO) melhorzinha que encontrei, alem de só fazer cesárea, era só com data marcada, entrar em Trabalho de Parto (TP) nem pensar... mas foi com essa que continuei, chegava até ser engraçado, ela falava que parto natural era coisa de índio, e lá íamos nós!!!


Pesquisávamos muito sobre parto, fomos conhecer a Casa de Parto de Sapopemba, gostamos muito do atendimento e principalmente da visão que elas têm do parto, encaram como algo natural e agem da forma mais humanizada possível... mas a nossa preocupação era a distância.
Tínhamos medo de pegar aquele trânsito de SP durante as dores, e de repente não conseguir chegar lá a tempo...rs.... coisas de pais de primeira viagem.... Muitos aí já começaram me chamar de louca!
Daí me veio o interesse pelo Parto Domiciliar (PD), comecei a pesquisar, ler relatos, ver fotos e vídeos, conversar com doulas e parteiras, o Lê no começo até gostou da idéia, mas nunca se sentiu muito seguro, ele dizia que poderíamos ter nosso PD no segundo filho, mas no primeiro seria melhor não... como decidimos tudo juntos, abri mão dessa idéia... voltamos então para a casa de parto!!! 



Com 35 semanas fomo fazer mais uma visita a CP e foi aí que conhecemos nossa anja, a Yukie, que nos informou que o acompanhamento lá começaria com 37 semanas.. pois bem, nossa primeira consulta foi dia 27/02, foi perfeita, durou 1 hora, nunca fui tão bem atendida com nenhum médico que já tivesse passado, ela explicou TUDO, com todos os detalhes, com direito a encenação com bonecos e tudo mais, em todas as consultas era feito o cardiotoco, coisa que eu nunca havia feito pelo convênio, tratamento de primeira, saímos de lá sem dúvida e bem mais tranqüilos em relação a distância, pois estávamos muito bem informados e sabíamos como proceder em cada situação que viesse acontecer durante o TP, em relação a freqüência das contrações, ao rompimento da bolsa, coloração do líquido, enfim continuei fazendo o pré-natal com minha GO também! Estava tuuuudo correndo bem, para o nosso parto natural!


A segunda consulta foi dia 06/03 (38 semanas), tudo jóinha, minha próxima consulta seria dia 13/03 (39 semanas), porém antes disso tive consulta com minha GO dia 11/03, ainda estava com 38 semanas, e durante o exame de toque, a bendita descolou minha bolsa, acordo ela para acelerar o processo pra eu entrar em trabalho de parto, já que eu já estava com 38 semanas e 2 cm de dilatação... fiquei furiosa com a bendita, pois estava tudo correndo muito bem obrigada e não precisava dela meter o dedo, literalmente, onde não foi chamada, enfim.... meu maior medo, é que essa intervenção, atrapalhasse de alguma forma meu parto natural, já que foi feito sem me consultar e sem necessidade. Graças a Deus não tive sangramento depois deste procedimento e coincidência ou não, perdi o tampão no dia seguinte 12/03. Estava super ansiosa pois minha consulta na casa de parto seria no dia seguinte.... bom chegando lá, relatei pra Yukie o ocorrido, ela me confirmou que o procedimento foi desnecessário, que só deveria ser feito após as 40 semanas completas, mas que estava tudo bem, só aí me tranqüilizei realmente, nosso bebezinho continuava viradinho e tudo correndo bem!

A próxima consulta foi marcada para dia 19/03, qdo eu completaria as 40 semanas, mas tínhamos certeza de que voltaria lá antes, o Lê já tinha pesquisado sobre as mudanças da lua, e no dia 15/03 teria uma mudança pra lua nova, então, tínhamos certeza, que o Nicolas nasceria na segunda, dia 15/03, sem contar que o papai já tinha combinado com ele, que com isso papai ficaria a semana inteirinha com a gente e além do mais, pegaríamos o plantão da Yukie!...

Sempre que lia relatos de parto, via algo e comum, que sempre na véspera do nascimento, a mamãe tinha uma baita disposição... pois sem querer, acordamos no domingo até que cedo, pois sempre aproveitamos os finais de semana pra dormir até mais tarde, e como estávamos contando com o nascimento na segunda, demos uma geral na casa, o Lê cuidou do mais pesado e eu dos detalhes mais leves. Terminamos tudo antes do meio dia, e pensamos que se o bebê nascer na segunda, poderíamos receber visitas porque o ap está em ordem! Fomo almoçar na minha sogra, mas nenhum sinal no Nicolas!!!

Não sei por que, mas pensávamos que para o bebê nascer na segunda, eu começaria sentir as dores no domingo a noite, fomos dormir e nada....



Por volta das 0400hs me levantei, sempre perdia o sono por volta desse horário, fui pra sala assistir TV, comecei a sentir umas contrações leves com a barriga endurecendo, mas eram muito parecidas com as de Braxton Hicks (falsas contrações), que eu já vinha sentindo desde o 7º mês, então não levei a sério, voltei pra cama umas 0500hs e percebi que as contrações estavam constantes e me pareciam regulares! Acordei o Lê e pedi para que ele começasse a contar os intervalos, ah e durante isso, fui váááárias vezes ao banheiro fazer xixi! 
O Lê acordou, um tanto quanto nervoso, começou a cronometrar, e as contrações estavam regulares e o intervalo era de 5 minutos, e nossa instrução era que se os intervalos fossem regulares de 5 minutos durante 2 horas, poderíamos ir para a CP pois era realmente o TP, outra dica que ela nos deu, foi para que cronometrássemos deitada, pois as falsas contrações não são regulares quando estamos deitadas, e assim foi, por mais de uma hora fomos marcando os intervalos , eu estava super tranqüila, porque a dor, era uma cólica bem leve, e eu pensava: isso são contrações? ahhhh vai ser susu...rsrsrs

Por volta das 0700hs, qdo já estava dando 02 horas de contrações regulares, senti uma vontade grande de fazer xixi, o Lê me pediu para esperar um pouco até vir a próxima, mas eu não iria conseguir segurar, antes de levantar, ouvi um TOC, ou um som parecido, mas não senti nada. Fui ao banheiro e ao terminar de fazer xixi, continuou saindo um líquido que eu não podia controlar, chamei o Lê e disse: A bolsa estourou!. Ao mesmo tempo que eu ria, eu tremia, pois só aí percebi que havia realmente chegado a hora! Não saiu muito líquido, mas era bem clarinho, lembrando leite de coco, então entrei no Box para tomar banho, então o líquido continuou saindo, mas logo parou, tomei banho e continuava tremendo. Enquanto isso o Lê arrumava alguns itens que faltavam na minha bolsa, quando cheguei no quarto para me trocar, aí sim..... saiu tanto líquido que encharcou o tapete e uma toalha de banho, esperei para me troquei e aí saímos, já estava um pouco mais calma, ainda fizemos uma oração antes de sair de casa, e percebia que o Lê estava mais nervoso que eu. Pra completar era rodízio do Fiesta, então teríamos que ir com o Corsa, mas na hora o Lê nem quis saber deste detalhe, saímos de casa por volta das 0800hs, pegamos minha mãe e seguimos para a CP!

Como era de se esperar, pegamos trânsito até mesmo aqui em Guarulhos, antes de chegar na Dutra, o Lê ligou o pisca alerta e foi, literalmente foi.... buzinando, cortando, indo pelo corredor como moto, até chegarmos na Dutra, onde finalmente conseguimos pegar o acostamento, relaxei um pouco mais, estava mais preocupada como o trânsito do que com as contrações....rs. Enquanto dirigia, o Lê ia marcando o horário das contrações, que em determinados momentos era a cada 3 minutos! Liguei pra Yukie, que me disse pra ficar calma em relação ao trânsito pois daria tempo tranqüilo!
Não perguntem como, mas chegamos lá em 40 minutos, mesmo com todo o trânsito que pegamos, acho que os anjos foram na frente abrindo caminho pra chegada do Nico.
Chegando lá fui examinada pela Yukie, detalhe: foi feito o 1º exame de toque, qdo minha GO já havia feito umas 03 vezes! 

Estava com 03 de dilatação, mas as contrações estavam ainda fracas, então me troquei e fui para a bola, fazer exercícios para aumentar as contrações, tanto a dor, como a duração, estavam durando cerca de 15 segundos e teriam que chegar a 1 minuto, a cada contração eu tinha que sair da bola, agachar e fazer força, porque meu bebê ainda não estava encaixado, aí sim as dores começaram a ficar mais fortes, então percebi que o que estava sentindo até ali era só o comecinho...rsrsrs.
O tempo todo o Lê ficou comigo, me apoiando e me ajudando na hora da dor, minha mãe também ficou no quarto, mas ficou quietinha...rs... e a Yukie vinha a cada 15minutos mais ou menos pra acompanhar a evolução, levamos CDs que eu escolhi pra ouvir e no começo conseguia até cantar entre uma contração e outra... Devo ter ficado na bola por mais ou menos umas 2 horas, quando as contrações já estavam fortes e durando cerca de 1 minuto eu fui pra banheira, pra que juntamente com as contrações, ajudasse na dilatação, aí já estava com 5 de dilatação, e o Lê lá, do meu lado... o tempo todo. Já devia ser meio dia pois lembro que a Yukie havia ido almoçar e quando ela voltou, falou para que o Lê fosse almoçar com minha mãe, e ela ficou o tempo todo comigo, na hora da dor, apertava a mão dela, confesso que as dores já estavam bemmmm fortes e de tempo em tempo ela ia me atualizando de como estávamos.... Não tenho noção de quanto tempo passou, mas sei que logo o Lê voltou, as dores continuavam fortes, mas é exatamente como a história da onda que ouvimos falar, elas começam fraquinhas, e vão aumentando até chegar no pico da dor, e de repente passa, e quando passa você sente um alívio tão grande, uma paz.... lembro que na banheira entre uma contração e outra eu relaxava de uma tal forma que conseguia dormir e sonhar, e isso durava cerca de 2 a 3 minutos, mas para mim parecia uns 30 minutos, então acordava com a dor voltando!Devo ter ficado na banheira por umas 2 horas, em algumas dores, sentia vontade de usar o banheiro, e ela disse que é normal, pois é sinal de que o bebê estaria encaixando! Precisei sair da banheira pra usar o banheiro e preferi não voltar, fui examinada e já estava com 7 de dilatação! O bom do acompanhamento dela, é que ela estava sempre falando algo pra me incentivar, do tipo: você está indo bem.... isso mesmo... continua assim... você JÁ está com 7... eu achava que sairia da banheira com 10, qdo ela disse 7 eu pensei AINDA... mas ela sempre me animando... RS

Pois bem, dalí fui pro banquinho, parecia simples, tinha que ficar sentada e como antes agachar e fazer força nas contrações... só que realmente aí foi que ficou punk, pois nessa hora as dores já estão muito fortes e durando 1 minuto, então na hora da dor vc só sente vontade de se encolher e ficar quietinha, e pra mim, o mais difícil era fazer força durante as dores, na minha cabeça, eu só teria que fazer força no momento do nascimento, antes eu só teria que suportar as dores, mas como o Nicolas ainda não havia encaixado, o trabalho era um pouquinho maior...rs. 
Foi aí onde a presença do Lê se mostrou mais importante, antes nós tínhamos combinado que caso eu “amarelasse” na hora da dor, que ele não poderia me levar a sério, se eu pedisse anestesia ou para que ele me levasse para o hospital, que não era pra ele obedecer.... pois bem, essa hora chegou, realmente o cansaço era muito grande e comecei a sentir dificuldade em fazer força, parecia que eu não tinha mais forças e cheguei a falar para o Lê que eu não agüentaria, que já estava no meu limite, e ele foi firme e cumpriu o combinado, me enchia de coragem e dizia que não poderia desistir... lembro que nessa hora, pedi pra que ele desligasse o rádio, porque até as músicas estavam me incomodando. Foi aí que a Yukie chegou pra me examinar, falei pra ela que eu não conseguiria e mais uma vez ela disse:Pri vc já chegou até aqui, está muito perto, vc vai conseguir e eu não vou te transferir, me perguntou: onde está aquela mulher cheia de garra e vontade que eu conheci? Aí respirei fundo, com um anjo de cada lado me apoiando e continuei. O Lê fazendo massagem nas minhas costas e ela fazendo uma trança no meu cabelo, eles tentavam de tudo pra que eu relaxasse. Depois disso a Yukie me examinou, ali mesmo onde eu estava, ouvimos o coraçãozinho do nosso Nico bater bem embaixo, ou seja, realmente já estava bem perto, e a dilatação passou pra 8! Creio eu que já passava das 3 horas!
Então ela me perguntou onde eu estaria mais confortável pro parto, e eu preferi a cama, ainda não tinha passado por ela e pensei que seria mais confortável. Pois bem fomos pra cama, mas lá fiquei praticamente sentada, pra ajudar no parto!
Lembro do Lê ao meu lado esquerdo, fazendo carinho na minha cabeça, mas não conseguia ouvir nada que ele falava. Foi aí que realmente tive que começar a fazer A FORÇA, ela me explicava como teria que ser, no momento da contração, uma força muito forte e concentrada lá em baixo... aí as contrações eram seguidas, quase não tinha tempo de relaxar entre uma e outra, eles bem que tentavam com massagens mas nesse momento, eu tentava me concentrar na força, qdo a dor passava já me preparava para a próxima, não queria relaxar... pois parecia que eu fazia força e não evoluía... lembro da voz dela me dizendo, exatamente como eu deveria fazer a força... e eu tentando, até que em uma das forças ela me disse: isso Pri, é assim mesmo! Então parece que aprendi como deveria fazer, na próxima me esforcei e conseguí fazer igual, então percebi que estava no caminho certo!De repente senti uma vontade tremenda de fazer o número 2...rs, então falei pra ela, ela disse pra que eu fizesse força pois era o bebê querendo sair, nisso me veio uma vontade imensa de fazer força, em segundos a sala se transformou, a Yukie colocou avental, luvas, apagou as luzes, a Sônia trouxe uma mesinha cheia de instrumentos, percebi a movimentação que realmente durou o tempo da próxima contração, percebi então que havia chegado a hora... depois de fazer a força certa por umas 2 ou 3 vezes ele coroou. Ela me perguntou se eu queria sentir, eu disse que não pois tinha medo de me desconcentrar e não conseguir continuar fazendo a força certa, então ela me perguntou se eu queria ver, também não quis...(hoje me arrependo...rs), ela então chamou o Leandro, que me disse: Amor, estou vendo o cabelinho dele... Faltava bem pouco pra eu ter meu filho nos braços, e ali só dependia de mim, então me concentrei e nas próximas contrações fiz o que meu corpo pedia... com a certeza de que a dor já estava acabando, pra poder começar a alegria... não tenho idéia de quanto tempo durou, imagino que tenha sido uns 5 minutos, ali já posso dizer que não sentia mais dor, só a vontade de fazer força, ali entrei de corpo e alma na “partolândia”!
Foi quando senti o círculo de fogo, não era dor, era muito quente, e nessa força, senti o alívio, foi quando o Nicolas nasceu, às 1555hs.
Lembro que olhei pra ele e dizia: não acredito.... eu conseguí, meu filho nasceu!!! É uma alegria inexplicável, nesse momento toda dor já havia passado, não lembrava mais de nada. 
Ele veio direto pros meus braços, ficou todo encolhidinho, a sensação mais gostosa do mundo, parece que o mundo parou naquele momento pra gente se reconhecer... logo mamou, um sugador nato, não foi necessário nem ajudá-lo. Papai estava ali ao nosso lado, cortou o cordão e ali nasceu a nossa família!!!

Senti a placenta sendo retirada, mas não doeu! Enquanto o Nicolas mamava o sangramento diminuía, só depois de mamar ele foi levado pra pesar, papai foi junto, nosso Niquinho nasceu com 50cm e 3,015kgs! Apgar 9/10! Eu fiquei lá com Yukie, que por causa de uma pequena laceração, levei 4 pontinhos internos e 4 externos, que eu nem senti!

Logo meu filhote voltou, mamou mais um pouquinho e foi reconhecer o papai e a vovó, logo em seguida, a dinda, os tios, e avós que foram vê-lo!
Foi tudo perfeito, exatamente como havíamos planejado e sonhado! Tudo graças a Deus, a Yukie nossa anja e ao meu maravilhoso marido... que foi meu porto, meu apoio, meu companheiro... muito mais que um marido!
Vivemos a experiência de ter um parto natural e humanizado, o que trouxe nosso maior tesouro ao mundo!
Na hora certa, do jeito certo e no lugar certo!
Graças a Deus

Relato de Parto de Priscila, extraído do G1F e publicado com autorização da mesma... Tks Pri! :) Sempre inesquecível e desejável parto minha amiga! 

domingo, 14 de abril de 2013

Uso de medicamentos durante a amamentação

Acredite, nem todo medicamento é contraindicado durante a amamentação. Existem evidências que podem embasar uma decisão de uso concomitante de medicamentos a amamentação. Antes de desmamar seu bebê busque informação! Consulte seu pediatra ou seu farmacêutico.
Veja o link abaixo para maiores informações.





 Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/amamentacao_drogas.pdf

quarta-feira, 7 de março de 2012

Compartilhando a vida social e escolar de seu filho

Criança na escolaEstamos vivendo essa fase por aqui.
Diferente do que esperava Sarah não gosta muito de comentar sobre seu dia na escola. Já monitoramos, pesquisamos... está tudo bem, ela somente não fala sobre o assunto.

Abaixo segue matéria interessante sobre a vida escolar dos pequenos...





Quando a criança entra na idade pré-escolar, entre três e seis anos, seu universo torna-se muito maior, com infinitas e profundas transformações.
Surge a possibilidade de contato com crianças da mesma faixa etária, porém com diferenças de raça, credo, valores e costumes. Novos amigos, brincadeiras e aprendizados.
A criança retorna para casa ao fim do período escolar cheia de novidades, boas ou não. De qualquer forma, é um novo ser com novas histórias para contar e vivenciar.
Cabe à família interessar-se pelo que tem a dizer, prestar atenção e ouvir, carinhosa e verdadeiramente, pois a criança é muito esperta e percebe quando o adulto deseja encerrar ou encurtar a conversa. Aos poucos, vai deixando de compartilhar suas experiências.
Após essa fase, ou seja, a partir dos seis anos, ela entra efetivamente na idade escolar. Tem início um período de maior desenvolvimento intelectual e social. É capaz de fazer mais coisas, vai se tornando mais independente e assumindo novas responsabilidades, tais como: fazer a lição de casa, cumprir horas de estudo, alguns trabalhos domésticos, incluindo arrumação e organização de seu próprio quarto.
A cada capacidade conquistada, sente alegria e orgulho de si mesma e, evidentemente, espera o mesmo de sua família para poder validar estes sentimentos de auto-afirmação.
Quando isto não acontece, sua auto-estima despenca terrivelmente. Ela se sente frustrada, depreciada e sem motivação para perseverar e vencer.
De alguma maneira, os adultos responsáveis por ela deveriam refletir sobre o que é fundamental de fato na educação infantil e priorizar, sem cobrança mais tarde. Para a criança de qualquer idade, os cuidados básicos quanto à saúde física, não bastam. Ela necessita se sentir amada, desejada e apoiada. Precisa que os pais estejam presentes não só no lar, mas nas atividades escolares e sociais. Deseja compartilhar sua vida dentro e fora de casa para se sentir pertencente à família, saber e sentir que tem lugar na família e no mundo.
Como seu universo social durante a maior parte do tempo é na escola, esta oferece às crianças atividades intra e extracurriculares, como: feiras de ciência, teatro, esportes, festas comemorativas, palestras para pais e alunos e a criança espera que eles participem e colaborem.
Assim, muitos pais se engajam na Associação de Pais e Mestres, participam de reuniões em que os professores dão retorno sobre o aproveitamento escolar de seus filhos, vão assisti-los em competições esportivas e recreativas. Enfim, há muito o que pensar e contribuir.
Óbvio que a criança não quer pais superprotetores, que não permitam sua independência e exercício de suas capacidades recém-adquiridas, como também não desejam pais alienados, que não sabem e não participam de seu desenvolvimento fora do lar.
Nessa faixa etária, a criança começa a experimentar dormir longe dos pais, seja na casa de familiares ou amiguinhos mais chegados e trazê-los para dormir em sua casa. Assim, os pais também têm que procurar conhecê-los antes e a suas respectivas famílias, até para facilitar a decisão se ele pode ou não dormir fora de casa.
Algumas crianças evitam participar de eventos nos quais são mais expostas, por timidez, insegurança ou medo de fracasso. Os pais devem ficar atentos e tentar compreender o que se passa, que mensagem estão querendo transmitir e apoiá-los, tentando modificar essas atitudes.
Incentive seu filho a fazer amizades, convidar seus amigos a frequentar sua casa. Promova passeios infantis com interesses próprios da idade e permita que ele escolha um ou dois coleguinhas para acompanhá-los.
Caso não obtenha resultado positivo, peça ajuda ao pedagogo ou psicólogo da escola para uma orientação mais profissional e capacitada.
É fundamental perceber que a comunicação com seu filho deveria se iniciar muito precocemente e se tornar um processo contínuo, um hábito sadio por toda a vida. Não perca a possibilidade de poder dialogar com ele e de compartilhar todos os momentos possíveis e necessários.

Ana Maria Morateli da Silva Rico

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A escolha do pediatra


Quem vai cuidar da saúde do seu filho? Essa é uma dúvida que pode ser esclarecida antes mesmo da criança nascer. Você pode visitar alguns médicos simplesmente para bater um papo e ter uma ideia de como será o futuro. Não que seja obrigatório, mas essa atitude pode ajudar a formar um vínculo de confiança entre vocês. No entanto, você vai saber se a escolha que fez foi a mais correta somente quando as consultas começarem. Abaixo, confira 10 dicas que vão te ajudar na escolha do profissional.


1- Empatia

Tem de acontecer na primeira consulta. Significa sentir que o médico entra em sintonia com você no seu novo papel de mãe. Um sinal negativo é ele se fixar apenas em perguntas sobre o histórico de doenças na família e no exame do bebê. Um positivo é ele também querer saber da sua gravidez, do parto, sobre o ambiente em que vive o bebê, os primeiros dias com ele em casa e como anda a amamentação.

2- Tempo da consulta

A primeira costuma ser mais demorada que as demais, mas o importante é o pediatra sempre demonstrar interesse pela criança. Não só quanto ao aspecto clínico. Como regra, lembre-se de que uma consulta de qualidade leva tempo para ser feita. O bom médico situa a mãe sobre a fase do desenvolvimento em que está o bebê e antecipa futuros comportamentos.

3- Disponibilidade

Poder encontrar o médico a qualquer hora e em qualquer lugar com certeza deixa os pais mais tranqüilos, mas é preciso contar com o imprevisto – seu pediatra deve ter um profissional de confiança para substituí-lo se for necessário.


4- Rapidez no retorno

Ela reflete a atenção do médico com o paciente e é importantíssima em uma situação de emergência. Só que nem sempre é possível ter um retorno imediato. Uma boa política para você se entender com o pediatra nessa questão é deixar recados claros e objetivos para que ele avalie a urgência do caso.

5- Atrasos na consulta

Não pode ser regra nem por sua parte nem pelo médico, porque o tempo de tolerância de espera da criança é pequeno. Para evitar transtornos, o ideal é você e o pediatra avisarem um ao outro de atrasos e, se preciso, desmarcarem a consulta.

6- Sem dúvidas

Não dá para ir embora do consultório sem entender tudo direitinho. Você pode – e deve – perguntar até se sentir esclarecida. Não tenha medo de pedir explicações. Um profissional impaciente não é o melhor parceiro nesse caso. Nem aquele que se mostra ofendido se você anuncia que prefere ter uma segunda opinião em determinada situação.

7- Segurança

Alguns pais questionam se é melhor o pediatra ter filhos, por achar que seus anseios serão mais bem compreendidos. Outros têm receio do médico jovem, com pouca experiência, ou do muito idoso, pelo risco de não ser atualizado. A indicação de amigos ajuda a tirar essas dúvidas, mas o importante é você se sentir segura.

8- Consultório

Na sala de espera do médico é importante ter brinquedos. Primeiro para distrair a criança, depois porque o profissional pode usar os brinquedos para observar como ela se comporta.

9- Você acertou

Se seu filho está saudável, vai bem na escola e em casa, esse é um bom indício de que ele está com o médico certo.



10- Insegura com a escolha?

Se você ainda tem dúvidas sobre o pediatra escolhido, não se preocupe. Mudar de médico é normal e não traz nenhum prejuízo para a saúde do seu filho. Procure o quanto for preciso, converse com outros profissionais e peça mais indicação.

Consultoria: pediatra Jayme Murahovschi, presidente do departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria, e pediatra Sandra de Oliveira Campos, professora do departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo.


Por Raquel Sbrissa

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Peso na gravidez

Você já viu fotos da sua mãe quando ela estava grávida? Se você nasceu antes da década de 1990, ela, provavelmente, ganhou entre 20 e 30 quilos. Tal aumento, há alguns anos, era natural. Mas, atualmente, já se sabe que para oferecer todos os nutrientes necessários ao bebê não é preciso engordar tanto –e nem é saudável. Porém, exagerar nos esforços para não ganhar peso pode ser tão perigoso quanto engordar demais.

"A maioria das mulheres começa a gestação bem preocupada com o peso e pedindo para ganhar o mínimo possível", diz Marle Alvarenga, professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP. Para o psicólogo Alberto Olavo Advincula Reis, a maternidade não ocupa mais um lugar tão importante na sociedade. "Hoje, a gravidez aparece como algo que não deve atrapalhar a vida profissional e pessoal ou o físico da mulher. Ela olha para si, e não só para o bebê", explica ele, que é coordenador do Laboratório de Saúde Mental Coletiva do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP.

As mulheres famosas mostram bem essa realidade. Presenças constantes (e magras) na televisão, no cinema e em revistas, elas são alvos de paparazzi –que não perdoam as gordurinhas, nem logo após a gravidez. Para não perderem a boa forma, muitas celebridades apostam em ganhar pouquíssimo peso durante a gestação. E, se os quilos foram inevitáveis, somem por algumas semanas e ressurgem surpreendentemente magras, desafiando as mulheres a conseguir o mesmo feito.

Mommyrexia

Gestantes extremamente preocupadas com a magreza iniciam uma tendência, chamada na mídia internacional de "mommyrexia", ou uma espécie de "anorexia da mamãe" (mas que não se refere só a mulheres com um transtorno alimentar). O termo popular é o que já foi estudado antes na área científica com a alcunha de "pregorexia". "Chamar a mulher de ‘mamoréxica’ carrega uma visão conservadora diante das mudanças sociais, de quem aceita pouco a autonomia feminina. No nosso inconsciente, há um conflito entre o maternal e o sensual. Quando ela se preocupa com a sensualidade nessa fase, passa a ser taxada de maneira patológica", diz Alberto.

Com preconceito ou não, a "mommyrexia" revela uma preocupação que está cada vez mais presente entre as gestantes –especialmente as de classes mais abastadas, acredita Julio Bernardi, obstetra e ginecologista da Maternidade Pro Matre, do Grupo Santa Joana. Mas esse comportamento não se limita às classes A e B. "Já observamos na rede pública de saúde essa preocupação excessiva com o ganho de peso. Muitas mulheres, ao final da gestação, restringem muito o seu consumo alimentar, para não ganhar mais quilos. E é justamente no último trimestre da gestação que ocorre o maior ganho de peso do bebê", diz Macarena Urrestarazu Devincenzi, doutora em nutrição e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

E é nesse ponto que a influência das famosas pode se tornar nociva. "A exigência de magreza e as alterações da gestação facilitam o aparecimento de preocupações obsessivas e desmedidas. Mesmo que algumas mulheres tenham maior predisposição a apresentar transtornos alimentares, os exemplos dessas personalidades só trazem efeitos negativos. As mulheres comuns, com ganho de peso normal e que não perdem tudo em uma semana, sentem-se inferiores, se comparadas às celebridades, que aparecem de biquíni um mês depois, com a barriga chapada”, explica Marle.

Peso ideal

Para conseguir uma dieta saudável, a grávida não deve ficar tão atenta às calorias, mas, sim, aos nutrientes, cuja necessidade é maior durante a gestação. Segundo Macarena Devincenzi, o aumento de peso depende da condição inicial da gestante. "Uma mulher que começa a gestação com estado nutricional adequado (IMC entre 18,5 e 25) deve ganhar entre 11 e 16 kg, no total. Para mulheres obesas, o ganho total é de 7 kg; para as com baixo peso pré-gestacional, de 12 a 18 kg”, explica a doutora em nutrição. Para manter a saúde de mãe e filho na linha, a grávida deve fazer o pré-natal. O ideal é que o acompanhamento interdisciplinar (com obstetras, ginecologistas, nutricionistas e psicólogos) consiga identificar e aconselhar as mães que estejam preocupadas demais com os quilinhos extras.

É normal ganhar peso

Para não cair na obsessão pela magreza, a mulher precisa ter consciência do inevitável: "A gestação é um período em que, necessariamente, há ganho de peso, relacionado aos ajustes que ocorrem em seu organismo”, esclarece Macarena. Sem contar os quilos do bebê, que aumentam ainda mais o susto na balança.

A mãe precisa ter em mente que sua saúde e a de seu filho devem ser preservadas. Com uma dieta de poucas calorias, o bebê pode não ter o desenvolvimento adequado e há mais risco de mortalidade ao nascer. Em caso de desnutrição extrema, pode haver morte uterina, aborto e má formação fetal. Já a mãe pode facilmente ficar anêmica e ter outras deficiências nutricionais, pois o bebê absorve toda a energia possível dela. Isso pode levar a complicações no parto.

Os danos da baixa nutrição ainda parecem difíceis de mensurar? "A obsessão pela magreza durante a gravidez deixa a mulher como nos casos de quem não tem acesso à comida. Essa realidade está quase no mesmo extremo de quem abusa de álcool ou drogas", diz Julio.

http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/11/10/gravidas-preocupadas-com-o-peso-devem-ter-cuidado-para-magreza-nao-virar-obsessao.htm
 
Postado por Gal + Paulo = Eduarda em G1F