"Quando nasce um bebê, nasce uma mãe... e uma legião de palpiteiros!" Já dizia uma amiga...
Começam quando você conta que está grávida: "devem ser dois...", "você está comendo pouco..."
No final da gravidez te enlouquecem: "sua barriga tá baixa...", "ainda não nasceu?"
E quando você conta que vai ter parto normal? "Você é louca? A medicina evoluiu tanto..."
Então o bebê nasce e você pensa que acabou? Nããããooooooooooo...
"Ele está com fome, melhor dar mamadeira", "cólicas? Chazinho melhora que é uma beleza", "dormindo na sua cama? Só vai sair com 10 anos..."
Enfim, todo mundo tem um pitaquinho para dar... e você pobre mãe fresca fica lá perdida com aquele bebê chorando e um monte de coisas na cabeça. Olha o peito, olha o bebê, pensa no NAN, pensa no chá, olha pra porta - será que se eu sair correndo ajuda?...
E nesse momento eu tenho um só pitaco para te falar: feche os olhos, respire fundo e busque dentro de você as SUAS respostas. Sim... porque a resposta da Marla, da Joana, você tem... mas as SUAS respostas, aquelas que irão guiar o desenvolvimento do SEU filho, só você tem.
Agarre as rédeas e vá para onde o seu instinto materno te levar, tome as suas próprias decisões (nem que para isso tenha que ouvir uma meia dúzia de pessoas e ler uns 30 tópicos)! Isso faz um bem danado pra gente! Faz a gente ir de formiguinha a leoa!
Minha sogra foi super solícita quando Pietro nasceu, ficou em casa comigo por 3 dias... eu apesar de extremamente agradecida, no quarto dia recusei solenemente e fiquei em paz, eu e meu filhote, ufa! E olha que ela nem palpitava.... mas eu queria chorar se tivesse vontade, dormir se tivesse vontade... eu precisava de espaço! Agora sei que no próximo sou eu e marido e Pietro e só... a gente aprende com o instinto materno...
Outro dia Pietro estava com tosse, e foi um festival de "leva no médico", "dá mel com gengibre" e outros blablablas. E eu repetia, repetia e repetia que levar no médico sem febre não precisa, que criança que parece bem está bem, que a inalação resolveria.... e? Resolveu! Sabe pq? Pq eu conheço o meu filho melhor que ninguém e meu coração estava calmo, dizia que era apenas a mudança do tempo, e eu me ouvi e não desesperei.
Estes são apenas episódios que exemplificam que livrar-se dos palpites é essencial, ouvir seu instinto tb e opiniões são sempre bem vindas quando solicitadas!
terça-feira, 29 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
E eu que não amamentei...aiaiaia...
Pegando carona no post da Quel... vou contar a minha história...
No dia em íamos ter alta na maternidade, era um sábado... o maldito pediatra de plantão demorou a passar a visita - nos outros dias ele havia passado no máximo as 8 horas, naquele dia eram mais de 9 e nada... e eu estava lá como leoa na jaula, de olho grudado no meu filho que estava no berçário aguardando o maldito pedi. Quando vi meu filho começar a chorar pelo vidro, eu pedi (ou ordenei?) a enfermeira que colocasse uma roupa nele e desse ele para mim! Gritei, chorei enfim... escândalos bem típicos de mim mesma...kkk nesse meio tempo a GO que ia me dar alta apareceu e buscou me acalmar, ela vinha junto com o pedi, ufa! Ela disse: venha, vou te examinar, nesse tempo ele olha o Pietro e logo ele vai pro quarto... olhei pro Pietro, não estava mais chorando, ok... me acalmei e fui pro quarto. Quando a enfermeira veio trazê-lo, a médica perguntou: ele está de alta né?! E a enfermeira: Não!
Ah, mulekeeeeeeeeeee... meu mundo caiu... desabei a chorar.. eu só pedia para a médica: sem ele eu não saio daqui!! E ela dizia, calma... vou resolver, calma...
2 longos e enormes minutos depois, a GO volta e conta que o pedi (sim, o maldito) se enganou...
ufa! enfim... entre mortos e feridos, salvaram-se todos e fomos pra casa.
Conto esse episódio pq eu acho que a minha "falta de leite" pode ter começado aí... um ocorrido de stress, enfim... chegamos em casa e o Pietro não dormiu mais! Por 24 horas ele mamava, mamava e mamava... cochilava por 5 minutos no máximo e mamava, mais e mais...
nos intervalos eu tentava ver se tinha leite e não saía nada... até que na madrugada ele passou a chorar sem parar fosse no peito, fosse no colo.... chorava, chorava...
e eu num momento de desespero, de pensar no meu filho tão novinho, enfrentando tanta coisa e ainda com fome... não me aguentei: vai na farmácia e compra NAN!
Desisti fácil? Talvez... hoje eu até acho que sim... mas naquela hora, naquele momento era o meu limite... o limite da família... ver meu filho chorando por horas a fio, eu não consegui... o fato é que com o NAN ele dormiu, 2 horas e pouco... depois acordou e foi pro peito... e fui complementando com NAN, sem deixar de amamentar nem que fosse um pouco...
Não acho que fiz O certo... mas digo que fiz o MEU certo.. fiz o que eu pudia para amamentar nem que fosse um pouco - chá, canjica, homeopatia, remédios... e amamentei até os 4 meses quando fui trabalhar - onde eu sabia que não teria tempo para ordenhar e o que ele mamava era tão pouco.. pena...
Hoje eu milito para divulgar a mulheres que como eu, podem um dia chegar no seu limite, que vale ter mais calma, mais preseverança, mais fé em si... vale insistir, vale amamentar sim!! Eu adoraria ter hoje o Pietro mamando, deve ser uma delícia! para os dois... quisera eu! Mas no próximo eu consigo... ah, consigo!!
Apesar disso graças a Deus e aos meus cuidados Pietro é uma criança extremamenta saudável, nunca ficou realmente doente e dificilmente pega gripinhas ou outra coisa... mas sei o pouco do meu leite que eu dei a ele contribuiu para isso... AMAMENTEM MENINAS!
É um ato de amor, perseverança... que vale a pena!!
No dia em íamos ter alta na maternidade, era um sábado... o maldito pediatra de plantão demorou a passar a visita - nos outros dias ele havia passado no máximo as 8 horas, naquele dia eram mais de 9 e nada... e eu estava lá como leoa na jaula, de olho grudado no meu filho que estava no berçário aguardando o maldito pedi. Quando vi meu filho começar a chorar pelo vidro, eu pedi (ou ordenei?) a enfermeira que colocasse uma roupa nele e desse ele para mim! Gritei, chorei enfim... escândalos bem típicos de mim mesma...kkk nesse meio tempo a GO que ia me dar alta apareceu e buscou me acalmar, ela vinha junto com o pedi, ufa! Ela disse: venha, vou te examinar, nesse tempo ele olha o Pietro e logo ele vai pro quarto... olhei pro Pietro, não estava mais chorando, ok... me acalmei e fui pro quarto. Quando a enfermeira veio trazê-lo, a médica perguntou: ele está de alta né?! E a enfermeira: Não!
Ah, mulekeeeeeeeeeee... meu mundo caiu... desabei a chorar.. eu só pedia para a médica: sem ele eu não saio daqui!! E ela dizia, calma... vou resolver, calma...
2 longos e enormes minutos depois, a GO volta e conta que o pedi (sim, o maldito) se enganou...
ufa! enfim... entre mortos e feridos, salvaram-se todos e fomos pra casa.
Conto esse episódio pq eu acho que a minha "falta de leite" pode ter começado aí... um ocorrido de stress, enfim... chegamos em casa e o Pietro não dormiu mais! Por 24 horas ele mamava, mamava e mamava... cochilava por 5 minutos no máximo e mamava, mais e mais...
nos intervalos eu tentava ver se tinha leite e não saía nada... até que na madrugada ele passou a chorar sem parar fosse no peito, fosse no colo.... chorava, chorava...
e eu num momento de desespero, de pensar no meu filho tão novinho, enfrentando tanta coisa e ainda com fome... não me aguentei: vai na farmácia e compra NAN!
Desisti fácil? Talvez... hoje eu até acho que sim... mas naquela hora, naquele momento era o meu limite... o limite da família... ver meu filho chorando por horas a fio, eu não consegui... o fato é que com o NAN ele dormiu, 2 horas e pouco... depois acordou e foi pro peito... e fui complementando com NAN, sem deixar de amamentar nem que fosse um pouco...
Não acho que fiz O certo... mas digo que fiz o MEU certo.. fiz o que eu pudia para amamentar nem que fosse um pouco - chá, canjica, homeopatia, remédios... e amamentei até os 4 meses quando fui trabalhar - onde eu sabia que não teria tempo para ordenhar e o que ele mamava era tão pouco.. pena...
Hoje eu milito para divulgar a mulheres que como eu, podem um dia chegar no seu limite, que vale ter mais calma, mais preseverança, mais fé em si... vale insistir, vale amamentar sim!! Eu adoraria ter hoje o Pietro mamando, deve ser uma delícia! para os dois... quisera eu! Mas no próximo eu consigo... ah, consigo!!
Apesar disso graças a Deus e aos meus cuidados Pietro é uma criança extremamenta saudável, nunca ficou realmente doente e dificilmente pega gripinhas ou outra coisa... mas sei o pouco do meu leite que eu dei a ele contribuiu para isso... AMAMENTEM MENINAS!
É um ato de amor, perseverança... que vale a pena!!
Amamentação prolongada: o desmame e a desforra.
Na Foto: Apaixonada mamãe e Saroca mamando na festinha de 1 aninho.
Ponderando sobre o que escreveria nesse monoto finalzinho de tarde pós jogo do Brasil lembrei de quando amamentava minha prole...
Vencidos os 6 meses de amamentação exclusiva, segui batalhando com o mundo. É difícil entender como o mundo se ofende com a amamentação: Pediatra, mãe, avó, desconhecidos. Tive apoio mesmo foi de minha sogra e do marido, mas enfim, o mais difícil tem sempre um gosto melhor!
Confesso que sempre foi muito cômodo, levar o tetê pendurado é muito mais fácil que carregar pote de leite, mamadeira, esterelizar, lavar, secar, esquentar. E depois, quando sobra? Lixo!
Pois sim, sempre foi muito mais cômodo sacar o tetê em qualquer lugar, acomodar no Sling e deixá-la mamar com privacidade, como uma boa mamífera e adepta a amamentação.
Doamos leite sim, a uti tocou meu coração em se tratando da doação de leite materno, foi simples e o leite era suficiente para estocar, doar e amamentar. Lógico que para isso tive o suporte de uma bomba de ordenha elétrica que valeu cada centavo gasto.
Enfrentamos empedramentos quando, após um ano, voltei ao trabalho, mas vencemos e nos adaptamos, ficaram a mamada da manhã, a depois do jantar e as mamadas noturnas que eram eternas. Já mal acordava, e nesse ponto preciso confessar também que a cama compartilhada me ajudou muito. Ela mamava e eu dormia.
Mamava assim, deitada, largada, enchia a barriguinha e quando satisfeita dava as costas para mim e continuava a dormir. De fato essas mamadas noturnas compensavam a minha falta do dia, e analisando agora acredito que me sentia menos culpada dessa forma.
Tiradas as mamadas do dia, diminuíram-se as mamadas da noite. Final de semana era comida zero!!!!! A mãe por perto sempre foi sinônimo de mama. E posso, por assim dizer que até hoje, com quase dois anos e desmamada há 5 meses, continuamos na mesma ladainha sempre que me vê ela quer leite, mesmo sendo na mamadeira. Bom, mas manhas a parte, voltemos ao desmame... foi gradual até que por fim, minha mãe achou por bem me desmamar. Ah Sim, porque a desmamada fui eu não Saroca.
Foi triste, foi infinito, doeu, chorei e até hoje sinto falta. Sinto saudade daquele olhar que era só meu, do momento em que somente eu podia suprir a necessidade daquela bebê. Mas aconteceu!
Para ela, foi simples. Alguns dias reclamando. A primeira semana foi mais complicada. A segunda ela só pedia ao me ver sem roupa, e logo esqueceu. E Passou! Assim como todas aquelas fases gostosas, que pareciam infinitas, acabou-se! Amamentei por 1 ano e 6 meses, amei cada segundo, cada madrugada, cada mamada.
Hoje, saudosa me orgulho de ter insistido, passamos ilesas a resfriados, invernos e tudo mais.
Ela foi prematura, mas tem a saúde de ferro, graças ao Senhor Jesus que me deu muito, muito e muito leite materno!!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
A maternidade prá mim
Não sou muito boa com palavras, mas vamos lá...
Sou o tipo de pessoa que curte muito viver, sempre quis aproveitar cada minuto da minha vida, e achava que um filho atrapalharia essa vida intensa que eu levava...
Achava que não levava jeito para ser mãe, que jamais acordaria com o choro de um filho, e sempre protelei a maternidade...
Um dia encontrei meu príncipe encantado, e brincávamos que quando casássemos e o Pedro chegasse... fariamos assim ou assado... o tempo foi passando, e eu colocando prioridades em minha vida, atrasando a chegada do Pedro... sim, SEMPRE SOUBE QUE SERIA MÃE DE UM MENINO, e que ele se chamaria Pedro...
Um dia, o relógio biológico deu sinais, e a vontade de ser mãe bateu, decidimos que era chegada a hora, naquele momento ou então atrasaríamos novamente a chegada dele... E assim fizemos, na 2ª tentativa engravidei, Pedro veio do jeitinho que sempre sonhei...e assim conheci a comunidade Grávida do meu 1º Filho e essas mães maravilhosas que hoje chamo de amigas...
Com elas aprendi a ser a mãe que sou, uma leoa se preciso for...
Acordei noites e noites para amamentar o meu rebento e ainda acordo quando necessário... Troquei as baladas, por noites calmas ...
Nunca tive muita paciência com certas coisas, mas por ele tenho toda a paciência do mundo... lavo, passo e cozinho por ele...
Me preocupo com a sua alimentação, com seu bem estar...
E digo a todo mundo que não tem coisa melhor do que um sorriso dele...
A maternidade traz ônus, mas o bônus é compensador...
A maternidade me transformou, hj quero um mundo melhor, para que ele cresça feliz, hj penso em educá-lo para que torne o mundo melhor.
Sou o tipo de pessoa que curte muito viver, sempre quis aproveitar cada minuto da minha vida, e achava que um filho atrapalharia essa vida intensa que eu levava...
Achava que não levava jeito para ser mãe, que jamais acordaria com o choro de um filho, e sempre protelei a maternidade...
Um dia encontrei meu príncipe encantado, e brincávamos que quando casássemos e o Pedro chegasse... fariamos assim ou assado... o tempo foi passando, e eu colocando prioridades em minha vida, atrasando a chegada do Pedro... sim, SEMPRE SOUBE QUE SERIA MÃE DE UM MENINO, e que ele se chamaria Pedro...
Um dia, o relógio biológico deu sinais, e a vontade de ser mãe bateu, decidimos que era chegada a hora, naquele momento ou então atrasaríamos novamente a chegada dele... E assim fizemos, na 2ª tentativa engravidei, Pedro veio do jeitinho que sempre sonhei...e assim conheci a comunidade Grávida do meu 1º Filho e essas mães maravilhosas que hoje chamo de amigas...
Com elas aprendi a ser a mãe que sou, uma leoa se preciso for...
Acordei noites e noites para amamentar o meu rebento e ainda acordo quando necessário... Troquei as baladas, por noites calmas ...
Nunca tive muita paciência com certas coisas, mas por ele tenho toda a paciência do mundo... lavo, passo e cozinho por ele...
Me preocupo com a sua alimentação, com seu bem estar...
E digo a todo mundo que não tem coisa melhor do que um sorriso dele...
A maternidade traz ônus, mas o bônus é compensador...
A maternidade me transformou, hj quero um mundo melhor, para que ele cresça feliz, hj penso em educá-lo para que torne o mundo melhor.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
As voltas que a mente dá...
Desde muito cedo, lá pelos meus 7 ou 8 anos, eu decidi que teria uma menininha chamada Laura. Os motivos da escolha do nome foram, essencialmente, dois, que vou contar para vocês. Eu tenho uma tia, a qual costumava contar histórias para mim, quando eu estava com uns 3 anos, e as histórias, invariavelmente, tinham como personagem principal a menina “Laurinha” também de 3 anos, que fazia absolutamente tudo igual ao que eu fazia. A garota, nas histórias da minha tia, era uma peste. Mas eu, óbvio, adorava e me divertia com o meu alter ego. Quatro anos depois desta fase, fui apresentada a uma coleção de livros que, leitora voraz que já era, não consegui largar até completar a leitura do último livro. A coleção contava a saga de uma família colonizadora norte-americana, cuja personagem principal se chamava... Adivinhem? Laura Ingalls. Acompanhei avidamente o crescimento e a formação do caráter daquela menina independente, íntegra e firme em suas posições e ali decidi que teria uma filha e ela se chamaria Laura. Naquela época, nem me passava pela cabeça que poderia vir um menino! E, assim, os anos foram passando, a adolescência dando lugar à vida corrida, responsabilidades, faculdade, relacionamento, casamento, construção do lar, e os sonhos foram ficando para trás, esquecidos e renegados. Acabei desistindo de ter filhos, guardei todas essas histórias num lugar bem escondido da minha mente e segui em frente. Namorei 6 anos, casei, permaneci casada por uns 5 anos, sem mexer com essas emoções, até que, como acaba acontecendo com a grande maioria das mulheres, o relógio biológico começou a bater descontroladamente, diria mesmo que começou a gritar, e acabei mudando de idéia, reunindo a coragem necessária para ter um filho. As lembranças não vieram de imediato, e, devo confessar, nem fui eu quem sugeriu o nome Laura. Foi o pai quem o fez, sem saber de todas essas histórias. E isso só me deu mais certeza de que eu estava no caminho certo, de que toda a minha vida fora destinada a este momento, a ter uma filhinha conforme eu sonhava desde a infância, uma filhinha com os mesmos olhos grandes, firme, voluntariosa e independente, aberta e feliz com a vida, mesmo com todos os percalços. Como é bom vê-la, dançando sozinha nos bailes da vida, firme e segura de si, como só aqueles que sabem o que querem conseguem ser. E como é bom vê-la descobrir as coisas e crescer, para tornar-se a mulher que também ela está predestinada a ser, me enchendo de orgulho, como já o faz desde a tenra infância!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A mulher, a mãe, a esposa
Maternidade é uma desafio e tanto por si só... são duas pessoas estabecendo um vínculo sendo que as duas estão passando por duas das maiores transformações da vida de um ser humano (nascer e dar vida a outrem).
Na minha opinião a maternidade é o maior presente que uma mulher pode se dar, uma experiência única, transformadora e enriquecedora. Só que infelizmente (ou felizmente?) o mundo não para quando nos tornamos mães, permitindo que possamos curtir e nos adaptar a maternidade. Acredito que muitas como eu tinham a suprema vontade de que, ao voltar da maternidade, o mundo se resumisse a você e seu bebê... mas como eu disse não ocorre bem assim.
A maternidade nos coloca às voltas com uma palavrinha de que quando adolescentes (pelo menos eu) fugimos muito: equilíbrio, aliás eu acredito que essa seja uma das palavras chave da maternidade... é preciso aceitar e lidar com o fato de que sim, seu bebê nasceu mas o mundo continua a girar. Você ainda tem necessidades e vontades como tinha antes, seu marido continua sendo um homem que precisa se você e você também precisa dele, e somado a tudo isso você precisa cuidar do seu filhote...
É fácil? Não mesmo... mas basta um pouco de boa contade, muita habilidade para conseguir como uma boa malabarista, dar conta do recado. Sim mamãezinha fresca você pode fazer as unhas, você precisa curtir o marido, você vai querer comprar uma blusa nova... e não, isso não é crime!
Demorei um tempo para entender que o fato de ser totalmente devotada ao meu filho não me tira a vontade de estar bonita, me vestir bem, conversar com as amigas... filhos complementam a vida, ou seja vida não se resume a eles, mas sim neles. Como é bom poder olhar as minhas mãos e ver as unhas feitas, a pele macia... ter os cabelos bem penteados... só que realmente no começo a gente fica parecendo um espantalho...kkk... de pijama o dia todo, nem lembra que tem cabelo e unhas, para que servem mesmo? para roer! só pode ser!....kkk
O primeiro mês com um bebê tende a ser complicado pelos motivo que já expliquei acima, e realmente eu acho que dedicar-se ao seu filho nesse momento é mais simples e indicado... e nesse momento pode parecer que o mundo vai acabar, que nunca mais você voltará a ser mulher, que será eternamente a mãe do bebê... mas fique calma, a melhor coisa sobre o primeiro mês é que ele acaba...kkk... e com o tempo você e seu bebê irão se entender, ele irá se entender com o mundo, e você poderá voltar a fazer as unhas, olhar-se no espelho, virar mulher de novo.
E embora seja difícil temos sempre que nos policiar, porque marido merece a nossa atenção, os amigos tb e nós tb... e dar essa atenção a todos é benéfico para nós e acima tudo para o nosso bebê que tem uma mãe mais alegre, leve e feliz!
PS.: Peço desculpas se o post ficou confuso... foi interrompido algumas "par" de vezes...kkkk
Na minha opinião a maternidade é o maior presente que uma mulher pode se dar, uma experiência única, transformadora e enriquecedora. Só que infelizmente (ou felizmente?) o mundo não para quando nos tornamos mães, permitindo que possamos curtir e nos adaptar a maternidade. Acredito que muitas como eu tinham a suprema vontade de que, ao voltar da maternidade, o mundo se resumisse a você e seu bebê... mas como eu disse não ocorre bem assim.
A maternidade nos coloca às voltas com uma palavrinha de que quando adolescentes (pelo menos eu) fugimos muito: equilíbrio, aliás eu acredito que essa seja uma das palavras chave da maternidade... é preciso aceitar e lidar com o fato de que sim, seu bebê nasceu mas o mundo continua a girar. Você ainda tem necessidades e vontades como tinha antes, seu marido continua sendo um homem que precisa se você e você também precisa dele, e somado a tudo isso você precisa cuidar do seu filhote...
É fácil? Não mesmo... mas basta um pouco de boa contade, muita habilidade para conseguir como uma boa malabarista, dar conta do recado. Sim mamãezinha fresca você pode fazer as unhas, você precisa curtir o marido, você vai querer comprar uma blusa nova... e não, isso não é crime!
Demorei um tempo para entender que o fato de ser totalmente devotada ao meu filho não me tira a vontade de estar bonita, me vestir bem, conversar com as amigas... filhos complementam a vida, ou seja vida não se resume a eles, mas sim neles. Como é bom poder olhar as minhas mãos e ver as unhas feitas, a pele macia... ter os cabelos bem penteados... só que realmente no começo a gente fica parecendo um espantalho...kkk... de pijama o dia todo, nem lembra que tem cabelo e unhas, para que servem mesmo? para roer! só pode ser!....kkk
O primeiro mês com um bebê tende a ser complicado pelos motivo que já expliquei acima, e realmente eu acho que dedicar-se ao seu filho nesse momento é mais simples e indicado... e nesse momento pode parecer que o mundo vai acabar, que nunca mais você voltará a ser mulher, que será eternamente a mãe do bebê... mas fique calma, a melhor coisa sobre o primeiro mês é que ele acaba...kkk... e com o tempo você e seu bebê irão se entender, ele irá se entender com o mundo, e você poderá voltar a fazer as unhas, olhar-se no espelho, virar mulher de novo.
E embora seja difícil temos sempre que nos policiar, porque marido merece a nossa atenção, os amigos tb e nós tb... e dar essa atenção a todos é benéfico para nós e acima tudo para o nosso bebê que tem uma mãe mais alegre, leve e feliz!
PS.: Peço desculpas se o post ficou confuso... foi interrompido algumas "par" de vezes...kkkk
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Cama compartilhada

Então, como prometido há alguns dias, vamos falar sobre cama compartilhada...
Cama compartilhada é a prática de dormir na mesma cama que o bebê. Existe um debate considerável sobre essa prática, não podendo desmerecer nenhum dos lados pois enquanto alguns pais defendem a privacidade do casal apresentando o bebê para o seu berço logo ao chegar da maternidade, outros lutam pelo contato entre mamãe e bebê em 100% do tempo.
Se pararmos para pensar que na natureza as mães mamiferas afastam-se de sua prole somente para alimentar-se, então fica simples de entender.
Existem vantagens comprovadas em estudos que demostram a maior adesão a amamentação visto que a prática de cama compartilhada facilita muito as mamadas noturnas evitando o deslocamento da mamães até o berço e permitindo amamentar na posição deitada trazendo maior conforto para ambos.
Outra grande vantagem da cama compartilhada citada nos estudos é a diminuição de incidência da síndrome de morte súbita que tem maior freqüência em bebês menores de um ano. A mãe estando alerta aos menores movimentos do bebê corrige seu posicionamento durante o sono.
Existem vantagens comprovadas em estudos que demostram a maior adesão a amamentação visto que a prática de cama compartilhada facilita muito as mamadas noturnas evitando o deslocamento da mamães até o berço e permitindo amamentar na posição deitada trazendo maior conforto para ambos.
Outra grande vantagem da cama compartilhada citada nos estudos é a diminuição de incidência da síndrome de morte súbita que tem maior freqüência em bebês menores de um ano. A mãe estando alerta aos menores movimentos do bebê corrige seu posicionamento durante o sono.
Outros estudos vão mais longe ao afirmar que crianças que tem contato constante com seus pais são mais seguras, uma prova disso é que todas as crianças que dormem com os pais dispensam o objeto de transição, aquele paninho, ursinho ou travesseirinho no qual as crianças se apegam na hora de dormir.
Lógico que existem várias histórias tristes em que mães sonolentas sufocaram seus próprios bebês durante o sono, no entanto os pais que escolhem a prática da cama compartilhada devem considerar e respeitar alguns limites de segurança:
- Jamais fazer a cama compartilhada quando um dos pais faz uso de álcool, drogas e medicações que causam sonolência e extrema exaustão ou que causam tontura.
- É sempre mais seguro colocar o bebê para dormir entre a mãe e a parede ou grade de segurança, a mãe que normalmente é mais alerta, acordará ao menor sinal de necessidade do bebê, o que não acontece com os papais que tem o sono mais profundo.
- Mães com sono pesado não devem fazer a cama compartilhada.
- O uso excessivo de cobertor e travesseiros extras devem ser minimizados uma vez que podem obstruir o fluxo de ar para o bebê. Colchões de água são totalmente contra-indicados na prática da cama compartilhada.
- Evitar espaços entre a cama e parede, assim não há perigo de queda do bebê. Evitar grades com grandes lacunas e sofás já que o bebê pode colocar o rosto entre suas almofadas.
- Mães muito obesas ou com a mama muito grande devem ter o correto posicionamento para amamentar deitadas, deixando sempre uma área livre para o bebê respirar.
- Com o passar do tempo e desenvolvimento do bebê novas técnicas de segurança devem ser desenvolvidas pelos pais visto que a partir de certa idade o escalar, engatinhar e rolar tornam-se freqüentes.
- Jamais fazer a cama compartilhada quando um dos pais faz uso de álcool, drogas e medicações que causam sonolência e extrema exaustão ou que causam tontura.
- É sempre mais seguro colocar o bebê para dormir entre a mãe e a parede ou grade de segurança, a mãe que normalmente é mais alerta, acordará ao menor sinal de necessidade do bebê, o que não acontece com os papais que tem o sono mais profundo.
- Mães com sono pesado não devem fazer a cama compartilhada.
- O uso excessivo de cobertor e travesseiros extras devem ser minimizados uma vez que podem obstruir o fluxo de ar para o bebê. Colchões de água são totalmente contra-indicados na prática da cama compartilhada.
- Evitar espaços entre a cama e parede, assim não há perigo de queda do bebê. Evitar grades com grandes lacunas e sofás já que o bebê pode colocar o rosto entre suas almofadas.
- Mães muito obesas ou com a mama muito grande devem ter o correto posicionamento para amamentar deitadas, deixando sempre uma área livre para o bebê respirar.
- Com o passar do tempo e desenvolvimento do bebê novas técnicas de segurança devem ser desenvolvidas pelos pais visto que a partir de certa idade o escalar, engatinhar e rolar tornam-se freqüentes.
Pessoalmente gosto muito da prática. Nossa experiência foi um tanto diferente por causa do nascimento prematuro da pequena e a maior freqüência de amamentação ficando com intervalos religiosos de 2 horas para aumentar o ganho de peso e minimizar o refluxo. Após a estadia na UTI somente tivemos o contato mãe-bebê exclusivo no segundo mês, que foi assim por dizer exaustivo. Logo adotamos a prática da cama compartilhada, tomando todas as medidas de segurança.
Quanto a acordar, depois do nascimento de minha filha meu sono tornou-se extremamente leve, ao menor sinal de movimento da bebê eu acordo. Confesso que amamentar deitada no começo foi um dilema, mas assim que pegamos o jeito tudo fluiu naturalmente. Hoje, um ano e meio depois, ainda somos adeptas da cama compartilhada, principalmente porque o papai trabalha em período noturno e temos a cama de casal todinha só para nós duas.
REFERÊNCIAS:
McAninch, J., Sleep and arousal patterns of co-sleeping human mother/infant pairs: a preliminary physiological study with implications for the study of sudden infant death syndrome (SIDS), Am J Phys Anthropol, 83(3):331-47 1990 Nov.
McKenna J; Mosko S., Richard C., Bedsharing promotes breastfeeding, Pediatrics, 100(2 Pt 1):214-9 1997
McKenna J; Mosko S; Richard C; Drummond S; Hunt L; Cetel MB; Arpaia J, Experimental Studies of infant-parent co-sleeping: mutual physiological and behavioral influences and their relevance to SIDS (sudden infant death syndrome), Early Hum Dev, 38(3):187-201. 1994 Sep 15).
McKenna J; Mosko S., Richard C., Bedsharing promotes breastfeeding, Pediatrics, 100(2 Pt 1):214-9 1997
McKenna J; Mosko S; Richard C; Drummond S; Hunt L; Cetel MB; Arpaia J, Experimental Studies of infant-parent co-sleeping: mutual physiological and behavioral influences and their relevance to SIDS (sudden infant death syndrome), Early Hum Dev, 38(3):187-201. 1994 Sep 15).
Assinar:
Postagens (Atom)